A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também vale dentro de casa, especialmente quando falamos de crianças e adolescentes, que têm proteção redobrada por lei. Muitos pais, sem perceber, acabam compartilhando informações que colocam em risco a privacidade e a segurança dos filhos.
A seguir, veja quais dados nunca devem ser divulgados e por quê.
- Documentos e informações de identificação
Evite compartilhar fotos de RG, CPF, certidão de nascimento, boletins ou qualquer documento que contenha nome completo, data de nascimento e número de matrícula escolar.
Esses dados podem ser usados para golpes, falsidade ideológica ou localização indevida.
- Nome da escola, uniforme e rotina de deslocamento
Fotos em frente à escola, do uniforme ou indicando horários e trajetos facilitam a exposição da criança a riscos reais, inclusive geolocalização.
- Endereço e informações sobre onde a criança estará
Evite postar:
– placas de carro
– fachada da residência
– informações sobre viagens em tempo real
– locais onde a criança frequenta regularmente
Manter o sigilo sobre a rotina protege a segurança física.
- Dados médicos, psicológicos ou terapêuticos
Condições de saúde são protegidas pela LGPD e jamais devem ser divulgadas sem necessidade.
Além de expor a criança, pode gerar discriminação futura.
- Fotos que identificam vulnerabilidades
Imagens de:
– banho
– troca de roupas
– choro intenso
– acidentes
– situações íntimas
Esses registros, além de indevidos, podem circular fora de controle.
Por que tudo isso importa?
Segundo a LGPD, dados de crianças exigem consentimento específico e proteção reforçada.
Na prática, isso significa que os responsáveis devem avaliar o impacto presente e futuro do que é compartilhado.
A internet não esquece, e proteger a privacidade dos filhos é uma responsabilidade legal e emocional.
Com pequenos cuidados, é possível garantir mais segurança e respeitar o desenvolvimento saudável da criança.

